Catrina (México-Brasil-2016)

Direção:Marcelo N. Reis

Com uma construção interessante de cultura e atmosfera, Catrina conta sobre uma moça que deve enfrentar seu lado obscuro.

A cultura do dia dos mortos é muito interessante aqui, da maquiagem até os bonecos usados em cena, a cultura mexicana acaba sendo mais representada do que ser um bandido latino em filme hollywoodiano.

 

A história deixa um pouco a desejar, você acaba sentindo falta da personagem principal desenvolver mais seus problemas e tentar desvendar mais de seu lado sombrio, vê-la lutar um pouco mais com ele.

A fotografia tem toques muito interessantes se você não tiver labirintite, o uso da câmera na mão te deixa mais íntimo a personagem, o foco em rostos, em expressões corporais, nas caveiras e nos santos ficam muito interessantes se você relacionar com a protagonista, o uso do efeito de luz também é muito bom para isso, essas duas coisas casam muito bem com o monólogo sobre vida que é usado em voice over, torna tudo mais bonito.

O filme traz uma reflexão interessante sobre os temas de vida ou morte. Por mais que seja um pouco mais experimental, ele se relaciona bem com tudo o que vimos nos 11 minutos de filme, o final traz um bom confronto da personagem, uma vibe ala Hellraiser, o filme se conclui muito bem dessa forma.