Baby Face (Brasil-2006)
Direção: Vinícius Menezes

Se Hermes e Renato, Michael Jackson e qualquer outro slasher clichê dos anos oitenta fizessem uma noite de amor gostoso e dessa consumação viesse um neném, ele seria “Baby Face”.

O filme conta sobre um bebê que nasceu de forma peculiar, anos depois se tornando um matador mascarado com sede de vingança e dois detetives são encarregados de encontrar esse perigoso inimigo. Lendo dessa maneira entende-se que o filme pode ser de diversas formas, mas ele usa um tom pastelão delicioso de assistir, faz com que o filme não se leve a sério e traga altas gargalhadas, traz um elenco onde todos se divertem e mortes engraçadas.

O filme, tem um orçamento de um guaraná dollynho e uma coxinha de posto, o que força o diretor a brincar com iluminação e a usar um figurino improvisado com direito a uma máscara de bebê que assustaria qualquer um, o ponto alto porém são as mortes, cheias de sangue e de exagero, estão durante todo o filme e algumas ocorrem da forma mais inusitada possível.

A evolução que a história traz mostra que o filme não é só um aglomerado de piadas e de mortes, a história dentro das suas limitações traz uma narrativa que funciona, faz com que o espectador tenha interesse e as revelações são absurdas.

A direção toma um ponto de filme noir clássico, com uma narração cafona e planos no escuro, a montagem do filme também sabe como organizar a história e como fazer as mortes mais divertidas, lembra de forma única a sexta parte da franquia “Sexta-feira 13”, as mortes no final do filme, que, inclusive, são as melhores partes, tudo isso em apenas 20 minutos.